Corpos violados ou #filmesdececilia2

Tenho uma lista mental de filmes que quero ver com Cecilia ao longo da vida. Já até falei disso. Mas, se ser ~mãe de menina~ quer dizer alguma coisa, é que não serão apenas as fantasias de sororidade, espaços monossexuais, resistências, lutas, afetos e conquistas a ter espaço em nossa filmografia de mãe e filha.

Um dia, André e eu vamos nos sentar com ela e assistir ao documentário Audrie & Daisy juntos. Pra ela entender que ser menina e ser mulher, hoje e há tantos séculos, é estar sujeita à violência de homens, à violação dos corpos, à humilhação e à indignidade – durante e depois.

Não há como prevenir um estupro, a não ser o combate aos estupradores, em casa, na rua, nas escolas, na justiça, na imprensa. Esse combate não tem sido ganho. Enquanto isso, temos de dizer à nossa menina que ela precisa estar atenta; precisa saber; precisa criar círculos de confiança; porque os estupradores não são meus filhos. A menina é.

As histórias de Audrie e Daisy (na foto lá em cima), duas meninas brancas norte-americanas que foram agredidas sexualmente – e que não tiveram justiça – pode ser vista como alegoria das vidas de um terço das mulheres do mundo, sejam elas boas meninas ou não (afinal, estuprador não pede atestado de bom comportamento; não pede licença pra nada, aliás).

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