Por mais meninas maluquinhas

Foto: Reprodução
Jaca no pé de jacarandá.

Cecilia é alegre como o dia mais ensolarado fazendo brilhar as folhas verdes da jabuticabeira.

A felicidade de Cecilia (à parte os momentos de choro de uma criança de dois anos) é contagiosa. Exala e se espraia como o sorrisão aberto com boca e olhos de jabuticaba.

Quando ela ri, todas as células do meu corpo sorriem de volta.

Ela ri muito. Gargalha.

E então Cecilia vai à escola e, nas conversas com a professora, descobrimos (já suspeitávamos, pelo comportamento caseiro) é uma gaiata. Fanfarrona. Brincalhona.

Faz arte e sorri para as professoras, em cumplicidade infantil. Nos confessa todos os dias as traquinagens. Matreira.

Tanto sabe que é arte que lembra os amigos quando querem, eles também, serem arteiros: “Não pode”, dedo em riste.

Quando vejo Cecilia-moleca me lembro muito da minha mãe, uma avó-moleca que também ri com cada molécula (as histórias de escola que ouço de minha mãe, agora na condição de também mãe, me dão um pouco de arrepio e medo do futuro).

Quando minha moleca me conta como foi o dia na escola me lembro também de um menino que todo mundo dizia que era muito, muito maluquinho.

Mas que era só feliz. Feliz de um tantão.

Julieta, menina traquina.
Julieta, menina traquina.

Ziraldo escreveu muitos livros sobre meninos, e só a Julieta, menina traquina. Mas não maluquinha. E ele foi atrás de contar uma menina porque um dia uma garota de verdade fez a cobrança das meninas.

E mesmo com a Julieta ali, gostando de quadrinhos, videogame e twitter, eu queria saber onde estão as meninas molecas, maluquinhas das histórias.
De vez em quando encontro essa menina aqui:

Olha a menina moleca láááááá

Mas que menina moleca
Mas que moleca maluca
É uma levada da breca
Ela é uma lelé da cuca

Ô moleca lê
Que maluca lá
Ela diz que cata jaca no pé de jacarandá
Que mata um tatu do tamanho de um tamanduá
E que bumba meu boi é o bumbum de um boi bumbá

Mas que menina moleca
Mas que moleca maluca
É uma levada da breca
Ela é uma lelé da cuca

Ô moleca e
Que maluca lá
Esperta que é danada é doidinha pra dançar
Chamou o batutando botantã pra batucar
Agora inventou moda de jogar bola olha lá

Olha… ela… mole…quinha
Vai lá.. dribla
Olé… ole olá
Pula… passa
Corre… chuta
Pega… leva
Nossa… olha láááá

Ainda estou à procura das prateleiras por mais meninas maluquinhas para contar à Cecilia (é claro que existe Pippi meialonga, mas isso é pra outro dia).
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